Agora que já sabe melhor o que é a margem e como funciona, vamos juntar tudo e analisar dois exemplos: um para comprar com margem e outro para vender com margem.
Digamos que pretende comprar dez ações da Apple a um preço de 300 dólares por ação, o que lhe dará um valor total de 3000 dólares. Agora, com a margem, não precisa de investir a totalidade dos 3000 dólares.
Em vez disso, só precisa de investir uma determinada percentagem desse montante para abrir a posição.
Se o broker escolhido exigir um requisito de margem de 10% para abrir esta transação na Apple, só precisará de 300 dólares. Isto também lhe dá um rácio de alavancagem de 10:1.
Se depositou $1000 na sua conta, ainda lhe restam $700, que podem ser utilizados para abrir outra transação ou como margem de manutenção para manter a transação aberta se esta se mover contra si.
Vender com margem funciona da mesma forma que comprar com margem. No entanto, neste caso, prevê-se que o preço de um ativo vai baixar e tenta-se lucrar com isso.
Uma vez que a negociação com margem é realizada através de produtos derivados, é possível negociar tanto em mercados em alta como em mercados em baixa. Isto porque está apenas a especular sobre os movimentos de preços sem tomar posse de um ativo.
Vejamos novamente a Apple, mas, neste caso, pretende-se vender dez ações a 300 dólares por ação. Da mesma forma, só precisará de 300 dólares para abrir a transação com um requisito de margem de 10% com um rácio de alavancagem de 10:1.
No entanto, neste caso, lucrará se o preço das ações da Apple descer.
Agora, em ambos os casos, seja comprando ou vendendo com margem, pode ser importante lembrar que tanto os lucros como as perdas são calculados com base nos 3000 dólares e não na sua margem de 300 dólares. É por isso que ter uma boa estratégia de gestão do risco pode ajudá-lo a limitar quaisquer perdas potenciais que possam ocorrer.